Entenda: Madeira de reflorestamento para móveis
Por adove Em Dicas Postado: 14 de Fevereiro de 2018

Entenda: Madeira de reflorestamento para móveis

A utilização de madeira de reflorestamento para fabricação de móveis é relativamente recente. O potencial dessas madeiras foi descoberto há algumas décadas e sua utilização cresce a cada dia no mercado moveleiro, por apresentarem grandes vantagens quanto à qualidade e à estética. Hoje explicaremos um pouco mais sobre as opções de madeira de reflorestamento e suas importâncias. 

História da madeira de reflorestamento

Os reflorestamentos em larga escala iniciaram-se nos anos 60, com o plantio de extensas áreas de eucalipto, pinus e pinheiro-do-Paraná (araucárias), para produzir madeira para as indústrias de celulose e papel, de chapas de fibras e para produzir carvão siderúrgico.
Cerutti MobiliCom o passar do tempo, usos mais nobres foram desenvolvidos para estas madeiras, que despontaram no setor moveleiro. São usadas tanto na forma sólida, como em painéis compensados, chapas de fibra ou mesmo lâminas. Os móveis feitos de madeira de reflorestamento vão desde os móveis de custo relativamente baixo, confeccionado em madeira aglomerada, até os de alta qualidade, desempenho e design, que caracterizaram os móveis em madeira sólida de pinus e araucária, com beleza e resistência.

As madeireiras de reflorestamento contribuem intensamente para suprir o setor moveleiro com matéria-prima de ótima qualidade a preços competitivos. Isso porque essas empresas possuem conhecimento sobre suas características de comportamento e uso de cada madeira.  São muitas as espécies reflorestadas com potencial para a fabricação de móveis. Entre elas: araucária, cinamono, eucalipto, grevílea, pinus e teca.

As madeiras de reflorestamento usada para fabricação de móveis apresentam qualidade, garantia e ótima estética, o que faz sua utilização apresentar várias vantagens!

Como funciona o reflorestamento

No reflorestamento ocorre o plantio de árvores de rápido crescimento, que substituem em diversos usos as madeiras nativas, que têm crescimento mais lento e extração mais difícil. Ou seja, as madeiras de reflorestamento são obtidas de florestas plantadas já com uma finalidade definida: serem extraídas e, assim, dar espaço para que novas árvores sejam plantadas no mesmo local de onde elas foram tiradas. O reflorestamento tem duas finalidades principais: para construções, móveis e embalagens, no caso da madeira cerrada; e para a energia, em forma de lenha para secadores.

Importância do reflorestamento

Quando é executado com eficiência, o processo de reflorestamento é capaz de recuperar áreas verdes com espécies nativas, melhorando ecossistemas degradados, e ainda poupando a natureza de cortes ilegais. Também pode ser aplicado em áreas de encostas para impedir deslizamentos de terras, combatendo a erosão do solo. Além disso, a cada metro cúbico de floresta com madeira de reflorestamento é retirada uma tonelada de dióxido de carbono. Para a construção civil e a fabricação de móveis, a vantagem de utilizar madeiras de reflorestamento é que o processo de extração de madeiras nativas, ao contrário do replantio, extrai árvores surgidas naturalmente e deixa o local vazio em seguida.

Tipos de madeiras de reflorestamento

Araucária: uma das madeiras preferidas pela indústria de móveis devido às suas características de fácil usinagem, cor e peso. Seu crescimento é relativamente lento e requer terras férteis, competindo com a agricultura (o que se reflete na sua pouca disponibilidade e preço alto). A madeira oriunda de plantações é leve, clara e de crescimento uniforme, com excelentes características físicas e mecânicas.

– Cinamomo: madeira de crescimento rápido, leve e clara, da mesma família que o cedro e o mogno. Apresenta bons rendimentos na produção de lâminas faqueadas e como madeira sólida, seca facilmente, e proporciona excelente acabamento. Não existem muitas plantações, e o volume de madeira produzido ainda não é significativo.

Eucalipto: é a madeira mais estudada atualmente sob todos os aspectos, e também a mais plantada. Uma das espécies mais favoráveis para a indústria moveleira é o eucalipto grandis, de cor clara, avermelhada e densidade média, proporcionando excelente material para móveis. Esta espécie pode ser clonada ou reproduzida vegetativamente, a partir das melhores árvores e assim, pode atingir as características mais apropriadas para o setor. O eucalipto citriodora é a madeira mais pesada, castanha clara, muito resistente, que também apresenta excelentes resultados de acabamento em móveis.

– Grevílea: madeira de crescimento rápido, densidade média, cor castanha clara levemente acinzentada, podendo apresentar efeitos quase prateados. A usinagem é fácil, conseguindo-se excelentes rendimentos e acabamentos. Apresenta secagem fácil e produz lâminas e compensado de boa qualidade. Existem poucas plantações e portanto ainda há pouca disponibilidade da madeira.

– Pinus: Pioneira entre as madeiras de reflorestamento usadas pela indústria moveleira, o pinus representa cerca de 30% da madeira serrada produzida no Brasil, em especial nas regiões Sudeste e Sul. Várias espécies estão disponíveis, nas formas sólidas e em lâminas, com diversidade de cores, mais ou menos resinosos e mais ou menos densos. A madeira de todas as espécies de pinus é de fácil usinagem, apresenta bons rendimentos e excelentes acabamentos. No entanto, tem menos resistência mecânica e superficial, devendo ser utilizada com cuidado nas estruturas de móveis (com acabamento superficial protetor). A madeira de pinus deve ser tratada com produtos preservantes que evitem a contaminação por fungos apodrecedores e fungos causadores da mancha azul.

– Teca: A teca é uma madeira nobre, medianamente pesada, com boa resistência, grande estabilidade, fácil de secar e usinar, proporcionando excelente acabamento. É usada em todos os tipos de móveis internos e externos, com excelentes resultados. É madeira tradicional no comércio internacional e muito valorizada. Há uma previsão do uso crescente desta madeira no mercado moveleiro.

Identificação

Cerutti MobiliUm problema comum é a dificuldade para se identificar as madeiras. É difícil distinguir uma madeira da outra dentro da enorme variedade de espécies encontradas no Brasil. Para se ter uma idéia, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do estado de São Paulo (IPT) conta com um acervo de 18 mil amostras de madeiras, pertencentes a 3 mil espécies, 600 gêneros e 100 famílias.
A identificação de madeiras é importante pois tem como objetivo orientar sua comercialização nos mercados interno e externo, evitando enganos e substituição das espécies. Por isso, é muito importante comprar madeira e móveis de empresas confiáveis, que garantem a qualidade e a segurança da madeira (ou peça) que está sendo adquirida.

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